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segunda-feira, 7 de março de 2016

Est possibile ad volatum


O que tem por dentro, só eu sei.
Aquele apertar amargo, mais forte que intuição, desolado na esperança de ser apenas desatenção.

Há uma certa relutância em não voltar a ser passado, em não querer  entender... sentimentos conturbados...
Vorazes.
Céticos.
Perdidos.
É mesmo amor?
NA ponta desta ferramenta que quase enferrujou, expressam-se olhares, reflexões, tédios... paixões?
Dúvida do ser. Artista que não sou. 
Vida mesquinha, em galhos frágeis, na fuga da solidão imersa em falsas palavras. 
Meu espirito vaga sozinho, na intenção de caminhar por longos períodos, na indecisão do que sentir.
Falsa liberdade.
Falsa vontade.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Incandescente


Difícil é decifrar o que eu sinto.
Tanto tempo esperei para encontrar...
De repente eu o achei, ele estava ali: perto dos olhos, longe das mãos.

Tudo o que leio tudo o que escuto, me faz lembrar... Me trás sorrisos, suspiros...

Aquele homem, com jeitinho de menino tira minha concentração,
Faz-me buscar por luz mesmo quando eu sei que não existem mais palavras.
Tira meu sono, minha fome.
Alucina-me e me faz ansiar pelo próximo dia.

Ele gosta de samba e de coisas de amor, ele gosta de tudo que eu gosto e um pouco mais. Ah, por ele... Por ele eu quase que me entrego, e desço do muro, chego perto do chão e volto atrás.
Ele tenta ser durão, mas não consegue.. É doce como uma criança.

Dejavú? Não sei.
Só sei que mesmo sem querer ele me faz bem.

Meu coração não é o mesmo desde que o vi.
Queria mesmo era que essa nossa história acabasse em numero par e final feliz.
Queria mesmo era que a gente ficasse junto, é uma união inusitada, e mesmo com toda insegurança que nos cerca, eu acredito que ainda seremos “nós”.

Regidos por Vênus, somos assim: indecisos.
Já passei por tanta coisa na vida, que hoje tenho medo de me deixar ir pela sinfonia e, acho que ele também.
Talvez tudo seja apenas uma crise, uma fase.
Talvez seja a hora de abrir os olhos.
Eu gosto dele e acho que ele também gosta de mim.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quatro Horas







Adocicada... Refugiada.

Uma saudade daquele rapaz...
Talvez eu sinta falta, por ele não ter apresentado a opção de tê-lo junto a mim, de senti-lo vibrar na mesma camada...
De reparar respirações e transpirações.

Foi uma longa historia...
Uma vida de quatro horas.
O sorriso que não sai da memória..
Aquela pele macia..
Olhos esverdeados que se lançavam para o futuro.

Vermelho, cor-de-rosa, verde e amarelo.

Longas (quatro) horas...
Que foram capazes de reavivar em mim aquela sensação há muito perdida..
Aquela que todos aguardam por sua graça:
Paixão – projétil de vida feliz.
Tão completo pra mim e ele nem sabe, não imagina.

Pena é não o poder encontrar...

Sei que ele está em algum lugar na porção oriental do planalto paulista,
Sei também que ele é meu príncipe e que eu não sou a princesa dele.

Incerto...
Ah, quem diga que é apenas mais uma história do cotidiano...
Outros um começo de história feliz..

O mesmo tempo que revela, é aquele que apaga.

PAIXÃO s.f. Movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja. / Atração muito viva que se sente por alguma coisa. / Objeto dessa afeição. / Predisposição para ou contra. / Arrebatamento, cólera. / Amor, afeição muito forte.

domingo, 18 de novembro de 2007

Dies lunae


Voar bem alto...
Rir e sorrir quando você estiver.
Felicidade fugaz, leva-me ao delírio enquanto fala baixinho.
Corpo a corpo você me seduz.
Braços entrelaçados , sensação de ponteiro parado.

Uma ligação com a lua... admirando-a sempre lembrarei de você
e de nossos sonhos de criança... família feliz.
Serenata de prata na foz da preguiça.
O brilho nos olhos e um sorriso que me inspira.

Palavras que você lança ao vento e eu impaciente recordo sozinha.
Desejo que abrasa a carne e fere os sentidos.
Um grito calado de quem quer atenção.
Vontade de ir e levar-te comigo... anunciar o sujeito que se oculta, desmembrar personagens enquanto nos fazemos afortunados.

Submeti-me à aventuras que não compensaram o tempo longe de ti.
Foram noites que amanheceram embaladas pelo ar da inocência de quem acreditou em falácias e acomodações de um espírito vazio.
Hoje tudo isso constitui pretérito e, alimenta minha explanação em virtude de todo o afeto que dedico à você.

Verbos, curvas, pensamentos... tudo que antes era pertencente a mim,agora dedico a ti, que se faz tenso na esperança pautada de ser meu bem-amado.

Com lástima me ponho a sofrer por aquele aperto que hei de sentir quando souber que aquele beijo guardará consigo a lembrança e a vontade de muitos outros que estarei impossibilitada de deleitar.

Profundo holocausto,
túnel sem luz...
lágrimas pertinazes surgem ao imaginar-te se perdendo de mim.
As distâncias alargam-se quando vejo com o coração...
Tudo se torna mais difícil.

Eu sei que somados sanearemos fronteiras,
tornaremos ínfimos os limites alvitrados.
Desejos não se abaterão com o tempo, tampouco, o amor perderá a acepção.
Judiciosamente saberemos esperar um pelo outro,
Por nosso dia – que certamente há de chegar.





*Nota: Dies lunae significa "Dia da Lua" em latim clássico.
.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Entre Desejos e Destinos


Quantas e quantas conversas...
Eu imaginando teu cheiro, desenhando tua paz
Quantos olhares e eu me perguntando como
Quantas estórias, quantos acontecimentos sem se quer nos tocarmos,
Quanto tempo rezando para o tempo passar.

Teu olhar, teu sorriso... teu beijo, teu jeito... um pouco de ti ficou em mim
A memória de tua voz murmurando baixinho em meu ouvido
E a saudade de teus carinhos e abraços, me trazem no embalo da brisa mais uma noite a fio.

Fecho os olhos e lembro do instante em que a respiração falhou, quando os lábios se encontraram quando percebi as batidas em um mesmo compasso.

Tudo perfeito, corpos e espíritos alinhados
Como se fossemos um único cordão de prata.
Forte, magistral...
fervorosamente abalou meus sentidos e critérios
Ansiei para que os ponteiros parassem

Sinto que serás inesquecível..

Sinto-me em um aquário, imersa em vontades e caprichos
Quando recordo que por fado estamos afastados

Fico revendo cenas, lembrando de tudo que ouvi... daquele teu jeitinho de falar “te quero”
Fico desejando o teu corpo junto ao meu...

Com a convicção ávida de quem não quer apartar,
Abro meus olhos e lastimavelmente assisto tua volta pra casa.

Em silêncio, espero por ti.

-Aryane Souza (in love...rs)